|
|
|
|
|
|
|
| Clipping de notícias atuais para o setor supermercadista. Informação como diferencial competitivo. |
|
|
|
Preços ao produtor caem 3,87% na 3ª quadrissemana do mês - Estadão.com 30/09/08 |
| Os produtos de origem vegetal registram queda de 4,65% e os de origem animal caíram 1,93% |
|
|
Os preços recebidos pelos produtores em São Paulo caíram 3,87% na terceira quadrissemana de setembro, conforme levantamento divulgado há pouco pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Os produtos de origem vegetal (IqPR-V) registram queda de 4,65% e os de origem animal (IqPR-A) caíram 1,93%.
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) recuou pela sexta semana consecutiva e acumula perda de 9,24%. No período, os preços dos produtos de origem vegetal recuaram 12,21% e os de origem animal caíram 5,29%. Os dados relevam uma aceleração no ritmo de queda dos preços das proteínas animais e recuo menos acentuado no caso nos vegetais
A recuperação dos preços da cana-de-açúcar (+0,20%), após a divulgação dos dados sobre perda de produtividade na safra atual, contribui para atenuar a queda dos produtos de origem vegetal. A cana é o produto de maior peso no cálculo do indicador de preços do IEA, por causa da forte participação no valor da produção agropecuária paulista. Sem a inclusão da cana, o índice geral de preços cairia 6,71% e os preços de origem vegetal 11,27%.
Em sua análise, os técnicos comenta que a crise financeira internacional, com a retração da liquidez corrente e a fuga dos investidores do mercado de commodities para se proteger nos mercados de títulos públicos, produziu impacto nas bolsas de mercadorias afetando o mercado físico de curto prazo, representado pelos preços recebidos. "É o caso do trigo, onde a queda dos preços e bons estoques das indústrias têm pressionado a cotação para baixo e do milho, em que a diminuição dos preços internacionais aliou-se à boa disponibilidade do produto no mercado interno, levando às cotações mais baixas."
Segundo os técnicos do IEA, os produtos que registraram alta na terceira quadrissemana de setembro foram feijão (3,59%), café (1,86%), soja (0,85%), arroz (0,75%), amendoim (0,31%) e a cana-de-açúcar (0,20%). Os técnicos explicam que o final da colheita do feijão nas regiões produtoras de São Paulo e a oferta moderada pela lenta entrada das colheitas de inverno, "numa situação de consumo aquecido pelo aumento do número de comensais face ao processo de mobilidade social vivido no Brasil", refletiram nas cotações do produto com o aumento dos preços pelos produtores. Os técnicos observam que dependendo do ritmo da entrada de feijão novo da safra de inverno, os preços recebidos podem sofrer aceleração de alta nas quadrissemanas seguintes.
Os produtos que apresentaram maiores quedas de preços na terceira quadrissemana de setembro foram batata (49,87%), trigo (29,34%), laranja para indústria (21,37%), banana nanica (15,05%), laranja para mesa (9,42%), milho (8,97%), ovos (8,42) e o leite tipo B (7,71%). "A queda do preço da batata é conseqüência da boa produção no período, em virtude do clima favorável. O crescimento da produção de ovos e a boa oferta do leite tipo B, contribuíram para as quedas das suas cotações, sendo que no último caso já estejam presentes reflexos da realidade internacional", dizem os técnicos.
|
| |
|
|
|
|
|
| |
|
|
| |
|
R. Platina, 33, Prado. BH - MG Tel: (31) 2122-0500 CEP: 30410-430 |
|