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Emprego se concentra nas regiões metropolitanas - O Tempo. 01/10/08 |
| Postos de trabalho cresceram 3,5% nos grandes centros e 1,2% no interior |
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As maiores oportunidades de emprego estão localizadas nas regiões metropolitanas do país, onde se concentra um terço da população brasileira. Apesar disso, a taxa de informalidade nestas localidades ficou praticamente estável entre 2006 e 2007, Esta foi a conclusão de um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad).
Segundo o levantamento, o número de postos formais de trabalho subiu no período 3,5% nas regiões metropolitanas, enquanto no interior do país, onde moram dois terços da população, a alta foi de 1,2%. Na área rural houve uma queda de 0,5%.
O número de postos de trabalho no País cresceu 2,1% entre 2006 e 2007, passando de 79,7 milhões para 81,4 milhões. Já a renda média dos trabalhadores ocupados subiu 3,2% no mesmo período, chegando ao maior nível desde 1996. De acordo com o Ipea, o grau de informalidade caiu significativamente entre 2006 e 2007, passando de 55,1% das pessoas ocupadas para 54,1%. O aumento no grau de formalidade ajudou também a fazer crescer o número de contribuintes para a previdência, que chegou em 2007 a 51,2% da população.
O estudo do Ipea ainda mostra uma alteração na formação dos trabalhadores brasileiros ocupados. Em 1992, a maioria deles, 35%, era analfabeta ou tinha até 3 anos de estudo e apenas 19% tinham mais do que 11 anos de estudo. Hoje, o espectro mudou. Atualmente, 41% dos brasileiros ocupados têm 11 anos ou mais de estudo e apenas 16% tem até 3 anos de escolaridade.
Desemprego. Para o professor Lauro Ramos, do Ipea, a crise que assola os mercados financeiros não vai impactar o emprego no país este ano. A taxa de desemprego, segundo Ramos, deverá ficar em 6%, mas se houver agravamento da crise no mercado internacional, poderá haver reflexos no Brasil em 2009.
O pesquisador mencionou também que a geração de empregos vem acompanhando o crescimento demográfico e que a taxa de desemprego só caiu porque houve redução no universo de pessoas que procuram emprego. De acordo com o levantamento, a população em idade de trabalhar (acima de 10 anos), cresceu 2,03%, enquanto a ocupação total subiu 1,6%. Já a taxa de pessoas a procura de emprego caiu de 62,3% para 62% e a de desemprego caiu de 8,5% para 8,2%.
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